Brasil
Mundo
Notícias
Atualidades
Cidades
Dia-Dia
Opinião
Beleza
Cinema
Colunas
Crônicas
Sexologia
Era uma vez
Automobilismo
Off-Road
Outros Esportes
Gastronomia
Imagem Digital
Vitrine

 

A influência


 

*Por Cássia Oliveira- Colaboradora do A Hora - ONLINE, Natural da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, graduando em Economia pela UFRJ.
Email: cassiaolsilva@gmail.com

Nessas últimas semanas, devido à grande disseminação, e já esperada, do vírus Influenza A, muitas escolas e universidades decidiram adiar as aulas, inclusive aqui no Rio, na Federal. Sendo assim, as aulas que deveriam ter começado há duas semanas, serão retomadas nessa segunda próxima.

Para os alunos, a medida foi celebrada, mesmo significando que quando Papai Noel chegar, as provas chegarão também. Mas hoje, a dois dias do início das aulas desse segundo semestre, o vírus ainda se encontra em fase ascendente e os casos no Rio, seja na baixada ou na cidade, crescem cada vez mais.

A influenza A chegou à periferia e muito sobre as mortes que estão acontecendo não está sendo contabilizado nas estatísticas que chegam até a gente. Pois bem, se fala bastante que o vírus é tão nocivo, ou ainda menos, quanto o vírus da gripe comum, que tanto alarme não é tão necessário assim, afinal de contas, a gripe existe desde que nós nos entendemos como gente, tão comum como um belo dia de sol no inverno do Rio de Janeiro. Mas a verdadeira questão é que ninguém quer fazer parte dessa nova (nem da velha) estatística, certo ?

Nesse sentido, a fim de ajudar a contenção do vírus, instituições de ensino adotaram medidas de prevenção, como grande oferta de álcool em gel nos banheiros, banners informativos e professores capacitados e instruídos. Porém, duvidosamente essas medidas serão adotadas em instituições públicas, onde sempre há grande burocracia para adoção de medidas e falta de material. Na Federal aqui do Rio, ontem mesmo estive lá, e as condições são as mesmas de antes: banheiros quebrados, interditados, falta de papel higiênico em alguns e, inclusive, de sabonete. Álcool em gel? Quem dera...se mal tem sabonete.

Então, a pergunta que fica é: qual o motivo das aulas terem sido adiadas por duas semanas, se agora o vírus continua em fase ascendente, se a universidade não se preparou para receber os alunos nessas duas semanas, e se, ainda, os alunos ou professores não ficaram dentro de casa, evitando lugares públicos onde a contaminação poderia ocorrer mais facilmente? As aulas serão retomadas normalmente, com o vírus aí e nenhuma medida melhor de prevenção adota em âmbito de universidade, restando esse papel a nós mesmos, como indivíduos, como já era antes.

É...parece que as aulas nas universidades públicas aqui foram adiadas por causa da influência e não da influenza.