Balanço da gestão: R$ 1 bilhão para a conclusão das obras e outros investimentos

Em carta entregue aos jornalistas, o prefeito destaca que “não há democracia sem jornalismo”

Os resultados conquistados pela gestão do prefeito Iris Rezende na gestão da Prefeitura de Goiânia impressionam. Os investimentos são recordes e chegam a R$ 1,5 bilhão. Os números foram apresentados nesta sexta-feira (18/12) durante coletiva à imprensa, no Paço Municipal.

Veja aqui o Relatório da Gestão 2017/2020

Os dados apresentados pelo prefeito revelam que seu sucessor herdará uma máquina pública enxuta e em pleno funcionamento, com R$ 250 milhões em caixa e R$ 775 milhões contratados, para o pagamento da conclusão das obras que estão em andamento. “Vamos entregar a prefeitura sem nenhum centavo de dívida com quem quer que seja”, frisou o prefeito. Este cenário, aliás, é muito diferente do encontrado por ele no início de seu mandato.

Ao assumir a administração municipal, em 2017, Iris herdou um déficit mensal de R$ 31 milhões e uma dívida consolidada de R$ 1 bilhão. A situação era crítica, “eram meses de salário atrasado dos servidores, a cidade entregue ao lixo, buracos por todo lado, e os bairros que haviam surgido nos últimos anos não tinham asfalto e nem perspectiva de melhora”, lembrou Iris.

Para reverter esse quadro, o prefeito tomou uma série de medidas: reduziu despesas, reestruturou a Previdência Municipal e manteve os gastos com a folha de pagamento sempre abaixo dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com essas ações, as contas da Prefeitura foram saneadas e, apesar da crise, a receita do município teve crescimento de 37%, chegando a quase R$ 6 bilhões.

“A cidade está arrumadinha. Todas as praças estão recuperadas pelos bairros. As que não estavam urbanizadas, foram urbanizadas. São centenas de brinquedos nessas pracinhas, por todo lado. Hoje, é uma festa para as crianças em Goiânia”, salientou Iris.

Agradecimento

Durante a coletiva, o prefeito fez questão de agradecer a boa relação mantida com a imprensa ao longo de sua vida pública. “Vocês foram fenomenais comigo, formidáveis”, disse ao ressaltar a importância dos profissionais para garantir o acesso de toda a população às informações e serviços oferecidos pela gestão.

Em carta entregue aos jornalistas, o prefeito destaca que “o papel do jornalismo na democracia não é secundário. Não há democracia sem jornalismo. Informar a população, expor os mecanismos da política e da gestão pública e cobrar resultados são a própria essência desse sistema de governo sem o qual ele não se completa, nem é possível. Jornalismo e democracia são inseparáveis”.

R$ 1,3 bi investido em obras

Com as finanças saneadas e dinheiro em caixa, o prefeito Iris Rezende retomou obras paralisadas na gestão anterior e iniciou novos projetos de grande impacto, para melhorar a mobilidade urbana em Goiânia. O investimento é recorde e chega a R$ 1,3 bilhão.

De todas as obras iniciadas pela Seinfra, 84% foram concluídas e 16% estão a concluir. A pandemia atrasou o cronograma das obras, mas os recursos para conclusão estão garantidos.

Foram retomadas as obras do BRT Norte-Sul, com a construção, reforma e ampliação de estações de embarque e desembarque, terminais de integração, trincheiras e viadutos.

O prolongamento da Avenida Leste-Oeste já está quase pronto. O trecho leste sai do centro e segue até a divisa com o município de Senador Canedo, e inclui o túnel embaixo da BR-153, 5ª avenida e viaduto sobre a Marginal Botafogo; no tramo oeste, a avenida se estende até a divisa com Trindade, e as obras incluem o viaduto sobre a Avenida Castelo Branco e a ponte sobre o córrego São José.

Outras grandes obras estruturantes também estão em estágio avançado. Entre elas, o Corredor T-7, que se estende da Praça Cívica até o Terminal Bandeiras, passando por 11 bairros. Este corredor beneficia, em média, 182 mil pessoas todos os dias.

O Complexo Viário Jamel Cecílio inclui a construção do viaduto e o prolongamento da Marginal Botafogo até a Avenida 2ª Radial. Trazendo maior fluidez ao trânsito no Setor Sul, no Jardim Goiás e no Setor Pedro Ludovico, ele vai causar um enorme impacto sobre a mobilidade em toda a capital.

A Marginal Cascavel, que inclui também uma grande obra de canalização, vai agilizar o trânsito na região oeste. A ponte da Vila Alpes, que liga o bairro ao Jardim América, já está quase pronta e vai beneficiar mais de 120 mil pessoas todos os dias.

O viaduto da Enel, na BR-153, vai oferecer mais uma opção de ligação entre a região leste e o centro da cidade e já teve sua primeira etapa concluída. “Essas obras são importantes para promover a integração entre as diferentes regiões de Goiânia. Elas ligam a cidade, encurtam distâncias, melhoram a fluidez no trânsito e beneficiam moradores do centro e da periferia”, destacou Iris.

Além disso, 33 bairros foram pavimentados e 630 km de asfalto estão sendo reconstruídos em mais de 100 bairros da capital. As vias recapeadas recebem sinalização vertical e horizontal, para segurança de motoristas e pedestres.

Principais números da gestão:

Em 2017:
· A Prefeitura tinha dívida consolidada de R$ 1 bilhão e déficit mensal de R$ 31 milhões.

Em 2020:
· Foram investidos cerca de R$ 1,5 bilhão, sendo: R$ 1,3 bilhão em obras de infraestrutura e mobilidade urbana e R$ 175 milhões na saúde, para combater a pandemia do coronavírus;

· R$ 775 milhões foram contratados através do Finisa para pagamento das obras que estão em andamento;

· Superávit – O tesouro municipal terá aproximadamente R$ 250 milhões que serão herdados pela próxima gestão;

· Em agosto de 2020, a receita corrente líquida somou R$ 5,17 bilhões. O total de despesas com pessoal foi de R$ 2,21 bilhões, o que representa 42,75% da receita. O valor está abaixo do teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa em 54% o limite máximo para o comprometimento das receitas com gastos de pessoal.

· A Prefeitura tem poder de endividamento de 120%, no entanto, o percentual de endividamento atual é de 28%. Ou seja, o prefeito eleito terá capacidade de endividamento de 92%, podendo buscar recursos da ordem de R$ 4,7 bilhões para futuros investimentos na capital

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