Projeto apresentado na Câmara de Goiânia quer obrigar políticos a utilizarem SUS durante mandato eletivo

Um projeto de lei (390/2019) polêmico foi apresentado na sessão de hoje (6) da Câmara pelo vereador Zander Fábio, Patriota. A proposta obriga aos agentes públicos eleitos para os poderes executivo e legislativo em Goiânia a utilizarem o serviço público (SUS) hospitalar em caso de doenças ou enfermidades.

A obrigatoriedade, segundo o projeto, se aplica enquanto durar o respectivo mandato, como também proíbe o ressarcimento de gastos hospitalares e pagamento de auxílio saúde.

O vereador justifica seu projeto diante do que ele considera “o maior descaso dos dirigentes públicos com a saúde pública no Brasil. Dos R$ 47,3 bilhões gastos pelo governo federal com investimentos, por exemplo, em 2013, o Ministério da Saúde foi responsável por apenas 8,2% do total. Ou seja, a saúde ocupa o quinto lugar na lista de prioridades do chamado gasto nobre”.

Zander Fábio lembra igualmente que “a saúde em Goiânia vem passando por graves problemas. Reclamações dos usuários do sistema público, enquanto a secretaria municipal de saúde nega qualquer irregularidade no serviço. Porém, as maiores vítimas dessa situação caótica são as crianças, já que a falta de atendimento pediátrico tem sido uma constante nos Cais da capital”.

UTIS

“O atendimento nas UTIs também é outra tragédia”, compara o vereador do Patriota. E completa: “Goiânia possui 709 leitos de UTI(Unidade de Tratamento Intensivo), das quais 388 são reservadas ao paciente que está no SUS. Já o Estado conta com apenas 1.227 unidades, sendo 711 públicas e 516 particulares. Em Goiânia são 70 pessoas nas filas diariamente à espera de uma vaga em UTIs”.

Ao concluir, Zander acredita que “esse descaso com a saúde pública brasileira só será alterado quando agentes públicos, incluindo chefes do Poder Executivo, vereadores, deputados, senadores, forem obrigados a utilizar o serviço público em caso de doença ou enfermidades, enquanto durar o mandato eletivo. Nesse sentido, espero que meu projeto seja aprovado pela Câmara”.

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