Aparecida realiza segundo inquérito populacional da Covid-19 com testagem domicilia

766 pessoas fizeram testes rápidos neste sábado, 24, e responderam a questionários. Os resultados serão analisados com a UFG e vão mapear a incidência da Covid-19 no município e embasar decisões para o enfrentamento à pandemia

Para monitorar a pandemia de Coronavírus em Aparecida de Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou no último sábado, 24 de outubro, das 8h às 17h, o segundo inquérito populacional para conhecer o número de pessoas que já tiveram a doença e desenvolveram anticorpos. A iniciativa abrangeu toda a cidade e teve também o objetivo de subsidiar estratégias adequadas para enfrentar e prevenir a circulação do Sars-CoV-2 e tratar os doentes.

Ao todo, 100 profissionais da pasta e 50 carros estiveram envolvidos nas atividades do dia. Na semana passada, a SMS sorteou 766 residências por toda a cidade, que foi dividida em 7 regiões, para realizar a coleta de sangue em moradores que também responderam a um questionário produzido por um pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Já tive a COVID-19?

O auxiliar de farmácia Paulo Henrique da Silva, 31 anos, trabalha num hospital e foi o primeiro testado do dia pela equipe responsável pelo Setor Rosa dos Ventos. Por trabalhar num hospital, ele tem contato com pacientes infectados e por isso já fez três testes RT-PCR (Que identifica se a pessoa está com a Covid-19) e todos foram negativos. Como o exame feito no sábado aponta se o indivíduo já teve a doença, ele afirmou que “finalmente vou saber se já tive o coronavírus. Além disso, é muito bom ser testado em casa, me sinto mais seguro. ”

Logo em seguida, a equipe testou Kássiomária Dias, que já teve um caso de Covid-19 na família com um parente que mora em outra cidade. “Que eu saiba, não tive contato com alguém infectado. Já tive umas dores de cabeça e no corpo e fiquei desconfiada, mas passaram depois de três dias. Quero saber se já tive a doença, acho que todo mundo se pergunta isso. Gostei de poder fazer o teste em casa, isso mostra que estão preocupados com a população.”

Boa resposta da comunidade

De acordo com a superintendente de Atenção à Saúde, Gustavo Assunção, que acompanhou os trabalhos do dia, “felizmente, as pessoas nos recebem com alegria e contribuem com nosso trabalho porque entendem a importância de tudo que se refere ao combate à pandemia. Essa testagem aleatória é uma pesquisa sorológica fundamental para apontar como está a prevalência do vírus. Os dados obtidos vão nos ajudar a consolidar e a desenvolver ações de enfrentamento à pandemia no município e a fazer diversas análises relativas à COVID-19”.

Saúde em alerta permanente

O superintendente acredita que o cenário da pandemia em Aparecida é, atualmente, otimista, mas ressalta que as pessoas não podem relaxar nas medidas de segurança: “A pandemia não acabou. Estamos em alerta e a população tem que continuar com as medidas de higiene e distanciamento social, não aglomerando, higienizando as mãos, usando máscara sempre que sair ou quando estiver com outras pessoas, enfim, todo os cuidados já conhecidos continuam indispensáveis e a SMS está vigilante. ”

Gustavo Assunção ainda acrescenta que as equipes da SMS que trabalharam na iniciativa estavam devidamente identificadas. “Nosso pessoal usou coletes da Vigilância da Saúde e crachás de identificação do inquérito populacional. Inclusive nos crachás havia a informação de que eles eram válidos apenas para o sábado, 24, e especificamente para essa ação”, informa o gestor.

1º inquérito em maio

De 8 a 13 de maio deste ano, a SMS realizou o primeiro inquérito populacional semelhante ao que foi realizado sábado. A pesquisa, pioneira no Estado, testou 1.208 moradores distribuídos aleatoriamente em sete regiões da cidade. Na ocasião, apenas cinco participantes apresentaram resultado positivo indicando que já tiveram contato com o Coronavírus.

Exame com questionário

Segundo o diretor de Avaliação e Controle da SMS, Luciano Carvalho, o teste aplicado neste segundo inquérito é feito a partir da coleta de 3ml de sangue do usuário, material que é levado para processamento no Laboratório Municipal e colocado sobre a superfície do teste, que indicará se a pessoa teve contato com o Sars-CoV-2 e se já desenvolveu anticorpos para a doença. Enquanto a coleta é realizada, é aplicado um questionário com perguntas importantes para as análises estatísticas e projeções epidemiológicas. Pesquisadores da UFG, em conjunto com a SMS, avaliarão os resultados.

Testagem diferente

Desde o dia 22 de abril a SMS ampliou a realização semanal de testes para diagnóstico de Coronavírus. Diferente dos testes rápidos, o exame do tipo RT-PCR, realizado nos drive-thrus, nas UPA’s e em 7 UBS’s, faz a identificação do vírus por meio de secreção respiratória e é o mais recomendado para diagnóstico da infecção aguda. Já os testes rápidos servirão para as análises do inquérito populacional.

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